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sábado, 26 de maio de 2018

Sobre Filosofia e Politica

Um belíssimo texto de  Alexsandro M. Medeiros

A FILOSOFIA: "FILHA DA CIDADE"
            Quando a Filosofia surge na Grécia Antiga e se consolida na cidade de Atenas que naquela época havia se tornado um centro intelectual e cultural, a Filosofia vai adquirir uma característica bastante peculiar. Filósofos como Sócrates, Platão, Aristóteles e os Sofistas vão concentrar boa parte de suas reflexões em torno das discussões antropológicas, quer dizer, em torno do próprio homem, do ponto de vista individual, normativo, social, político e existencial.
            Por sua ênfase nas discussões antropológicas e em torno da realidade política ateniense o historiador da Filosofia, Jean-Pierre Vernant, chegou a declarar que a Filosofia é "filha da cidade", ou seja, havia uma preocupação por parte de tais pensadores em discutir o papel social e coletivo dos indivíduos e esta preocupação era tão forte que Aristóteles chegou a definir o homem como um "zoon politikon", um "animal político".
            A ágora (praça pública) era o lugar privilegiado onde o debate em torno dos problemas políticos e sociais enfrentados pelos cidadãos atenienses se realizavam.
   
            Vale lembrar que a Grécia Antiga é o berço da Democracia (governo do povo) e, pela primeira vez, os cidadãos poderiam participar diretamente da coisa pública (res pública). Assim surge, se assim podemos dizer, a Filosofia Política.
            Os primeiros grandes mestres do pensamento político foram, sem dúvida, Platão e Aristóteles. Ambos procuraram sistematizar suas idéias escrevendo obras cuja importância são reconhecidas ainda hoje, o primeiro, é autor do clássico A República e o segundo, autor de Política. Obras fundamentais para quem quer conhecer um pouco da história e das idéias em torno do fenômeno do poder.
            Filosofia e Política têm mantido, entre si, ligações antigas. Platão oferece aquele que pode ser o seu mais forte paradigma. O filósofo rei, aquele que está apto a exercer uma função pública de administrar a cidade e que pode fazer passar, para a ordem instável do mundo sensível e na qual se encontra a cidade, a imutabilidade do mundo das ideias, o mundo da verdade. Já com o filósofo alemão Karl Marx nós encontramos um outro modelo. Pois agora a verdade é a dialética do movimento do mundo material (o mundo das ideias platônico é uma quimera, só existe o mundo sensível, material) histórico e da luta de classes entre opressores e oprimidos.  Marx, além disso, denuncia a filosofia que, ocupando-se apenas em interpretar o mundo, esquece de transformá-lo. Mas a práxis revolucionária marxista, que fique bem claro, não é uma práxis que se faria às cegas. Toda práxis demanda sua teoria, e cabe à filosofia, então revolucionária indicar-lhe o seu portador.
            Marx pesquisou a história da humanidade. Foi um pensador, um estudioso, que queria entender a sociedade. Sua grande contribuição foi uma profunda análise sobre o sistema Capitalista e como esse modelo de organização política e Econômica favorece a ampliação das desigualdades sociais. E de como esse modelo revela uma sociedade que não é uma sociedade preocupada com o bem estar geral, é uma sociedade preocupada em vender, a sociedade do lucro, por isso que é a sociedade do capital, não a sociedade do social, é a sociedade que só quer se manter para que cada vez mais seja produzido mais e mais lucro. A sociedade avança muito com a tecnologia, começa a produzir muito, mas o social fica para trás.
            O Capitalismo que tem suas origens no Liberalismo político com John Locke e se consolida com o Liberalismo econômico de Adam Smith. A ideia de que o homem é livre e o Estado existe apenas para garantir o direito à vida, à liberdade e o direito da propriedade faz com que Locke seja considerado o pai do liberalismo político. A ideia de que essa liberdade tem que ser garantida dentro das relações de mercado, ou seja, o Estado tem que intervir o mínimo possível na economia faz com que Adam Smith seja considerado o pai do liberalismo econômico. E a crítica a este pensamento é feita por Karl Marx. Mas a ideia de que a propriedade privada é algo natural e tem que ser garantida pelo Estado é criticada antes mesmo de Marx, por Jean-Jacques Rousseau. O primeiro homem que cercou um lote de terra e disse “isso aqui é meu”, afirma Rousseau, causou um dos maiores males para a humanidade, pois com a surgimento da propriedade privada teve origem as desigualdades sociais. Rousseau estabelece dessa forma a instituição da propriedade privada e da desigualdade social como o principal problema da organização política
            Mas estas não são as únicas contribuições que a Filosofia pode oferecer em torno da análise do pensamento político. Em todas as épocas os filósofos sempre se pré-ocuparam com a questão social e pensaram à respeito. Como é o caso do renascimento e da modernidade. No renascimento o pensamento político de Nicolau Maquiavel caracterizou-se pela reflexão crítica sobre o poder e o Estado. Em “O Príncipe”, Maquiavel secularizou a filosofia política e separou o exercício do poder da moral e religião cristã. Diplomata e administrador experiente, cético e realista, defende a constituição de um estado forte e aconselha o governante a preocupar-se em conservar o Estado, pois na política o que vale é o resultado. O príncipe deve buscar o sucesso sem se preocupar com os meios. Com Maquiavel surgiram os primeiros contornos da doutrina da razão de estado, segundo a qual a segurança do estado tem tal importância que, para garanti-la, o governante pode violar qualquer norma jurídica, moral, política e econômica. Maquiavel foi o primeiro pensador a fazer distinção entre a moral pública e a moral particular e o primeiro defensor da autonomia da esfera política, sobretudo em relação à moral e a religião, quer dizer, fora de qualquer preocupação de ordem moral e teológica. Além disso, Maquiavel rejeita os sistemas utópicos, a política normativa dos gregos e procura a verdade efetiva, ou seja, como os homens agem de fato.
            Fazendo uma clara alusão às utopias desde Platão até Thomas Morus e Tommaso Campanella, Maquiavel distancia-se também dos tratados sistemáticos da escolástica medieval e propõe estudar a sociedade pela análise dos fatos, sem se perder em vãs especulações. Ao observar a história dos fatos, Maquiavel constata que os homens sempre agiram pelas formas de violência e da corrupção e conclui que o homem é por natureza capaz do mal e do erro. Às utopias opõe um realismo antiutopista através do qual Maquiavel pretende desenvolver uma teoria voltada para a ação eficaz e imediata.
            Também é possível encontrar um certo realismo político nas análises da pensadora contemporânea Hanna Arendt. Arendt analisa a aproximação entre filosofia e política e entende que o político e o filósofo não se confundem, pois enquanto um busca um conhecimento abstrato e complexo sobre algo que é uma espécie de ser, o outro se preocupa com as ações, atos e posicionamentos que uma pessoa deve ter. Segundo ela, a filosofia tenta demasiadamente ser neutra para poder se posicionar. São discussões sobre o que é plausível, o que é lógico, o que faz sentido dentro de um esquema teórico, enquanto o político se importa mais com o que faz sentido dentro de um aspecto mais real, mais concreto. 
            Vemos assim como o problema político evidencia o problema social – sua organização, seus mecanismos – e ambos têm ocupado os filósofos em todos os tempos. Nesta seção você poderá aprofundar algumas das ideias aqui esboçadas, seja na Filosofia Antiga, através das ideias de Platão e Aristóteles, seja na Filosofia Moderna, mergulhando no pensamento de Maquiavel, Rousseau ou dos economistas clássicos, seja na Filosofia Contemporânea, através do pensamento de Marx, Arendt, a Escola de Frankfurt, dentre outros.
            Através destes pensadores, a filosofia se projeta para o campo da política, para pensar os desafios do convívio sócio político, enfrentar e debater de perto a lógica das regras que devem presidir o jogo das relações políticas, para propor-se a avaliar o confronto de valores na esfera pública, para pôr a nu a presença do mecanismo Ideológico como mascarador do poder nas relações sociais, para apresentar a utopia que guia o raciocínio em direção a ruptura com as mazelas do sistema estabelecido quando apresenta traçado um Estado Ideal, para criar alternativas reflexivas e críticas para a superação da crise política e se debruçar sobre as formas de Estado. Se a filosofia pensa o poder, pensa os limites do poder, se pensa a justiça, discute as injustiças. É neste sentido que seu papel e sua função social vêm exatamente descritos por esta sua intromissão na dimensão das questões de relevância política e de relevância social, na governança dos interesses comuns.
            Vieira (2006) ressalta a importância, e até a necessidade, de a filosofia não perder o vínculo com suas raízes, ou seja, manter o seu papel reflexivo em torno de espaço público, a partir da ágora, onde ocorriam as assembleias dos cidadãos atenienses e onde se tomavam as decisões na organização da polis. “Pergunto, o que caracteriza a atividade intelectual da Academia de Platão ou do Liceu de Aristóteles, senão o de tornarem-se espaços privilegiados de reflexão sobre a vida política da cidade?” (id., 2006, p. 107). Por isso a filosofia continua a ser uma importante aliada da sociedade, no sentido de indicar aos seus cidadãos a necessidade de refletir sobre as mais diversas situações que envolvem as relações humanas e sociais e o que podemos fazer para melhorar tais relações e viver em uma sociedade efetivamente mais democrática e mais justa.
            E eis como o filósofo e historiador do pensamento político contemporâneo, Norberto Bobbio, definiu a Filosofia Política:
  1. Filosofia política como determinação do Estado perfeito: quando a filosofia busca construir modelos ideais de Estado ou convivência política fundamentada em valores;
  2. Filosofia política como determinação da categoria “política”: quando a filosofia busca esclarecer os significados e o alcance do conceito e da atividade política;
  3. Filosofia política como procura do critério de legitimidade do poder: quando a filosofia procura responder à questão dos fundamentos da necessidade da obediência ao poder político;
  4. Filosofia política como metodologia da ciência política: quando a filosofia busca esclarecer os pressupostos epistemológicos que tornam possível a Ciência Política.

Referências Bibliográficas

BOBBIO, Norberto. Teoria geral da política: a filosofia política e as lições dos clássicos. Tradução de Daniela Beccaccia Versiani. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000.
VIEIRA, Luiz Vicente. A democracia com pés de barro: o diagnóstico de uma crise que mina as estruturas do Estado de Direito. Recife, Ed. Universitária da UFPE, 2006.



Leia mais: https://www.sabedoriapolitica.com.br/filosofia-politica/

segunda-feira, 13 de março de 2017

É possível filosofar a partir de uma reflexão critica sobre os usos do FACEBOOK?Sim. - Aula do 9º ano dia 14/03/2017

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Tema da aula: Atitude critica e filosófica

Objeto de investigação: Redes sociais,em especial o Facebook

Objetivos: 

* Compreender que as redes sociais é um espaço público e que possuem regras de convivência e não de conveniência. 

* Reconhecer boas e más atitudes na rede social Facebook.

* Identificar crimes virtuais na rede Facebook e entender o que é um "sequestro de perfil".

* Aprender que as redes sociais  bem utilizadas servem para favorecer interações sociais,diminuir distâncias entre as pessoas e compartilhar ideias e reflexões,inclusive filosóficas. É um espaço para evidenciarmos  da melhor forma possível as nossas atitudes filosóficas.

* Perceber em que consiste a bondade e a maldade de nossas ações segundo Santo Agostinho.
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Vamos analisar as seguintes imagens:


Resultado de imagem para sequestro de perfil de rede social

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As pessoas acabam manifestando sem equilíbrio e respeito os seus preconceitos velados, seus traumas e opiniões pessoais desprovidas de razão.
Hoje, curtir e descurtir, seguir ou deixar de seguir, adicionar ou excluir tomaram uma proporção gigantesca. Ganharam uma importância que vai além do mundo virtual. Todos querem opinar!
Pessoas fazem comentários levianos, julgamentos sem o direito de defesa, usando crueldade nas palavras e até praticam crimes. E juntamente com a evolução da tecnologia, a informação também perdeu a credibilidade.
No entanto, cabe alertar que  existe responsabilidade pelo que é publicado na rede sim!

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CONCLUSÃO


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Especialistas em segurança relatam como as redes sociais colocam internautas em risco




Privacidade ou exposição?

Antes de culpar as redes sociais pela falta de privacidade online – basta lembrar dos recentes escândalos envolvendo o Facebook – os usuários precisam fazer um mea-culpa. Se as informações estão lá, é porque muito possivelmente foram colocadas pelo próprio dono do perfil (confira o que é possível descobrir sobre completos desconhecidos usando somente dados virtuais). E acreditar que as configurações de segurança são infalíveis é uma postura um  tanto ingênua em tempos de roubo de senhas online e brechas de segurança constantes...
 "Na internet, é necessário que a pessoa tenha o mesmo cuidado com sua proteção pessoal como a que tem na vida real. Você não leva um desconhecido para dentro da sua casa. Por que então vai adicioná-lo ao seu perfil do FACEBOOK?", exemplifica Araújo Filho. O delegado lembra ainda que muitas pessoas não reparam que as informações das redes sociais estão indexadas às principais ferramentas de busca online. "Basta entrar no Google para obter dados como um endereço ou telefone pessoal", alerta...

Veja mais em https://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2010/05/27/perfis-online-em-redes-sociais-atraem-criminosos-com-excesso-de-detalhes.

Então como ter uma atitude verdadeiramente filosófica diante do uso das redes sociais?

- Sendo ético sempre.
- Tendo coragem para denunciar.

Porque crimes que ferem a honra e a dignidade são crimes, e não importa onde ocorrem.

Sequestro de perfis de facebook também é crime!

Alguns crimes dependem da maldade humana.

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Conscientizarão ainda é pouca. Adam Palmer, Líder de Cybersegurança na Norton, diz que “há uma grave desconexão na forma pela qual as pessoas encaram crimes virtuais”. Segundo a pesquisa, o número de adultos que sofreram crimes virtuais foi três vezes maior do que o número de pessoas que foram vítimas de crimes no mundo real. Ainda assim, menos de um terço deles se consideram mais propensos a serem vítimas de algum golpe online e, por isso, são poucos os que se protegem com pacotes de segurança ou trocando suas senhas regularmente.

Falta ação por parte das vítimas. Segundo o relatório, apenas 21% das vítimas reportaram os crime para a polícia. “Computadores não cometem crimes, pessoas comentem”, disse Palmer durante a divulgação do relatório. O consultor trabalha junto de agências governamentais americanas para encontrar e prender os responsáveis pelos crimes virtuais e por isso vê de perto como a falta de denúncias afeta investigações. Ele também enfatizou a necessidade de cooperação entre países ao dizer que “criminosos virtuais não conhecem barreiras, eles ultrapassam fronteiras e por isso as agências responsáveis devem fazer”.

Fonte:https://tecnoblog.net/77490/symatec-crimes-virtuais

Atenção

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As práticas ilegais na internet são crescentes. 
A sensação de impunidade e a ilusão do anonimato são os principais fatores que encorajam golpistas e pessoas a serem violentas uma com as outras no mundo digital.
Por isso, se você sofreu alguma violência ou foi vítima de um golpe ou fraude no meio digital, você deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima da sua casa.
Denunciar ainda é o modo mais efetivo de combater a criminalidade online.

Reflexões filosóficas

Por que algumas pessoas praticam o mal?O crime é um mal. De onde surge o mal?
De acordo com Santo Agostinho de Hipona a maldade é essencialmente humana,pois é fruto do nosso livre-arbítrio. O mal é a corrupção da alma humana.

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O problema do mal (Santo Agostinho)

Do latim, malum. 1. Em um sentido geral, tudo que é negativo, nocivo ou prejudicial a alguém. "Podemos considerar o mal em um sentido metafísico, físico ou moral. O mal metafísico consiste na simples imperfeição; o mal físico no sofrimento; o mal moral no pecado, segundo Leibniz (Dicionário de Filosofia).


O mal, segundo Santo Agostinho, é o estado em que o homem se afasta de Deus, de seus preceitos, de seu amor. Contudo, é uma condição presente na vida de todos os homens, devido ao pecado original de Adão e Eva, conforme o livro bíblico, Gênesis. O afastamento da convivência espiritual com Deus e a desobediência à sua vontade provoca todo o mal presente na vida dos homens. Somente por intermédio de Jesus Cristo, o filho de Deus encarnado, os homens podem ser redimidos e reviver o estado pleno de bondade junto a Deus (Chalita).
Santo Agostinho tenta provar de forma filosófica de que Deus não é o criador do mal, em seu livro 'O Livre-arbítrio'. Pois, para ele, tornava-se inconcebível o fato de que um ser tão bom, pudesse ter criado o mal. A concepção que Agostinho tem do mal, esta baseada na teoria platônica, assim o mal não é um ser, mas sim a ausência de um outro ser, o bem. O mal é aquilo que "sobraria" quando não existe mais a presença do bem. Deus seria a completa personificação deste bem, portanto não poderia ter criado o mal. Deus em sua perfeição, quis criar um ser que pudesse ser autônomo e assim escolher o bem de forma voluntária. O homem, então, é o único ser que possuiria as faculdades da vontade, da liberdade e do conhecimento. Por esta forma ele é capaz de entender os sentidos existentes em si mesmo e na natureza. Ele é um ser capacitado a escolher entre algo bom (proveniente da vontade de Deus) e algo mal (a prevalência da vontade das paixões humanas) (Wikipedia).


Aula do 9º ano dia 14/03/2017


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Alegoria da caverna ou mito da caverna de Platão

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Periodos da Filosofia Grega



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Atividade de classe virtual de Filosofia


Analise as imagens e depois responda as perguntas em classe da professora Danielle:

Imagem I

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Imagem II


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Síntese explicativa:
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Filosofia no dia a dia

A Fhttps://www.eusemfronteiras.com.br/filosofia-no-dia-a-dia/ilosofia é a busca pelo conhecimento, pela sabedoria. Muitos a encaram como uma disciplina difícil de compreender já que existem diversos filósofos, e cada um com opiniões que diferem. Mas isso não é motivo para deixar a filosofia de lado. Ela pode ser uma forte terapia de autoajuda e conhecimento em seu dia a dia.
A filosofia pode estar presente tanto em uma roda de conversa, ou naquela conversa séria com o parceiro, ou em discussões na sala de aula. Ela pode se discutida em qualquer lugar. Não só discutida, mas também proporcionar reflexão, questionamento sobre o modo como entendemos as coisas e o valor que damos a isto.
Praticando o ato de filosofar
Sim, em qualquer lugar você pode colocar a filosofia como centro da conversa. Filosofar neste sentido significa compartilhar ideias, pensamentos com outras pessoas. É se perguntar se aquilo que se acredita realmente é de fato o que você pensa e construiu por muito tempo.
Por que você precisa aceitar que a vida é difícil, ou que nem todos são capazes de serem felizes? Conversar e dialogar sobre esse fato com outras pessoas já é uma forma de filosofar, de questionar. Não aceite tudo como aquela velha frase: “Sempre foi assim”. Claro, você não precisa se tornar uma pessoa crítica que estará sempre questionando todo mundo.
Mas filosofar é uma forma de você buscar mais conhecimento seja através de livros, leituras de revistas, buscando entender um pouco mais da política e história do nosso País. Por que há corrupção? Está aí uma boa pergunta. Mas por trás desta pergunta existem fatos históricos que podem conseguir responder as perguntas.
Filosofia: troca de ideias
shutterstock_81370801-2Não admita apenas que sua ideia vale e está certo. A filosofia no dia a dia corresponde também a uma troca de ideias. É uma abertura de horizontes, mas deve ser feito com pessoas que aceitam dialogar e tentar compreender como há questionamentos envolvendo a própria vida, a religião a morte. Temas universais que sempre rendem uma boa conversa para filósofos.
A troca de ideias não é necessariamente o único modo no qual podemos filosofar.Você pode também colocar a filosofia para você mesmo. Comece perguntando por que você não gosta da segunda-feira ou por que a sexta-feira lhe deixa mais feliz? Filosofar sozinho também faz parte e neste sentido você se autopergunta, questiona sobre a vida, o modo como trata as pessoas, como vive.
Como filosofar no dia a dia?
É possível filosofar em qualquer ambiente. Seja em casa, no trabalho, nas férias. Uma boa arte de filosofar, pode resultar em algumas mudanças internas e depois externas. Um exemplo: Se você começar a filosofar sobre o seu trabalho e perceber que a empresa não corresponde com suas expectativas, e que existem funcionários que trabalham mais que 10 horas por dia em situações não bem quistas, e você resolver sair do trabalho, foi devido à filosofia do trabalho que pesquisou que chegou a esta conclusão.
É muito bom se questionar ou quando não sabemos sobre algo, ir atrás de conhecimento. Não se contentar apenas com informações que passam na TV. Leia mais livros sobre assuntos que você se interessa ou desconhece. Assim terá mais questionamentos e estará cada vez mais preparado para filosofar seja lá onde for.

Fonte eusemfronteiras

AULA INTERDISCIPLINAR: ATITUDE FILOSÓFICA E ARTE

Designer cria imagens que nos convidam a filosofar sobre a vida moderna

Já aconteceu de você se sentar diante de uma imagem e, depois de observá-la com cuidado, perceber que existe muito mais conteúdo ali do que parece à primeira vista? Esse é o caso das fascinantes ilustrações criadas pelo designer polonês Igor Morski. De acordo com o pessoal do portal Bored Panda, o artista se inspirou no surrealismo para criar cenas que, embora pareçam imagens inocentes editadas digitalmente, revelam algo mais para os olhos mais atentos e nos convidam a ponderar sobre a vida moderna. A seguir você pode conferir uma seleção dos trabalhos criados por Morski — e conte para a gente nos comentários quais pensamentos elas despertaram em você.


1 – Crescendo dentro de um molde


2 – Recheado de junk food

3 – Dependência maligna



4 – Escravo do tempo




5 – Exercendo dois papéis


6 ) peso da sociedade

Fonte:http://www.megacurioso.com.br/artes/98602-designer-cria-imagens-que-nos-convidam-a-filosofar-sobre-a-vida-moderna.htm

A mulher segundo Clarice Lispector


Mestra dos detalhes, a autora é uma das mais replicadas na rede. Entenda por que as frases de Clarice se tornaram fenômeno pop

Clarice Lispector (1920-1977). Principais obras: A Hora da Estrela (1977) e A Paixão segundo G.H. (1964). Modernismo


“Eu era uma mulher casada. Agora sou uma mulher.” 

Essa única frase resume a essência do conto “A Fuga”, de Clarice Lispector, no qual uma mulher sai de casa e, ao passar algumas horas sozinha numa praça, decide se separar do marido. Essa capacidade de fazer em poucas palavras sínteses de situações humanas complexas se tornou um prato cheio para internautas.


Os sites de mensagens inspiradoras e as redes sociais espalham e compartilham dezenas de frases atribuídas à escritora, geralmente acompanhadas de fotos e músicas românticas. Nem sempre, no entanto, as frases foram de fato retiradas dos livros, das entrevistas ou das colunas femininas que Clarice escrevia para jornais, nos quais assinava com pseudônimos, como Tereza Quadros e Helen Palmer.

Apesar de nem tudo que a gente recebe nas nossas caixas de email ou nos feeds de redes  sociais ter sido de fato assinado por ela, Clarice Lispector é um sucesso nas redes. Sua fanpage no Facebook, por exemplo, tem mais de 160 mil seguidores! (Só para dar uma ideia, a do cantor Roberto Carlos tem cerca de 16 mil).

“As pessoas gostam de máximas e Clarice tinha mesmo essas frases sentenciosas. ‘ A descoberta do mundo’ é cheio delas ”, diz Yudith Rosembaum, professora de literatura brasileira na Universidade de São Paulo e autora, entre outros, do perfil “ Metamorfoses do Mal – uma leitura de Clarice Lispector ” (Edusp).
“Os textos dela tocam em aspectos importantes da condição humana, mergulham naquilo que temos de melhor e de pior no campo das relações pessoais, afetivas, sentimentais e dos valores éticos”, ressalta Nádia Battella Gotlib, professora da USP e autora de " Clarice Fotobiografia " (Imprensa Oficial).
“Ela sabe como chacoalhar com o ‘de-dentro’ da gente, abrindo novas perspectivas de sensações e de visões daquilo que nos rodeia. Clarice promove uma nova descoberta do mundo”, acredita Nádia.
E ‘eu te amo’ era uma farpa, que não se podia tirar com uma pinça.
De quebra, a autora ucraniana é ela própria uma imagem que remete ao mistério do feminino. “Se essa imagem de mulher bonita, charmosa, atraente, funciona como um pólo de atração para o que ela escreveu, então não há como rejeitar esses atributos físicos”, afirma Nádia Gotlib. “São uma isca para os seus textos. Mas a beleza da sua arte está acima desses traços de mulher bonita”, ressalva. 

Clarice dominava o universo feminino e partia dele para falar da sua experiência de mundo. “Ela priorizou protagonistas mulheres, mas na obra da Clarice, essas mulheres ganham uma dimensão universal que toca nas entranhas do humano”, afirma Yudith. 

Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.
Muitas das personagens de Clarice estão ligadas a vida doméstica, a ambientes internos e familiares. “É uma escritora do feminino", afirma Yudith. “Mas esse feminino pode ser vivido por um homem. A importância da obra da Clarice não está só ligada ao fato dela ter falado de e para mulheres. No século 21, seus contos e romances continuam dissecando o desamparo do ser humano”, diz a professora. “É um olhar histórico da mulher aprisionada em casa, mas que tem caráter universal, mesmo fora dessas condições sócio-econômicas.” 

“Confesso que até alguns anos atrás pensava que Clarice era lida mais por mulheres. Hoje acho que não. Afinal, o mergulho nas profundezas da alma humana pode feito por qualquer um”, afirma Nádia.

O destino de uma mulher é ser mulher.
E vale ler Clarice a conta-gotas, em frases soltas, para entender o que é a vida? “Muitos são iniciados em Clarice lendo pequenos trechos pela internet. E destes textos passam, depois, para outros textos publicados em livros”, diz Nádia. “Continua sendo o melhor modo de ler a autora.” 

Mas fica o alerta: “Muitos dos textos que circulam na internet não são de Clarice.” 

Inspire-se nas frase autênticas de Clarice Lispector sobre a vida, sobre ser mulher e sobre o amor 

“Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante” – do conto "Felicidade Clandestina " 

“O destino de uma mulher é ser mulher”, em “ A hora da Estrela ” 

“Eu antes era uma mulher que sabia distinguir as ciosas quando as via. Mas agora cometi o erro grave de pensar”, em Um Sopro de Vida 

“Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado” , do conto “ Amor ” 

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome”, em Perto do Coração Selvagem 

“A vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora” 

“A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente” 

“Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca” – em " A Descoberta do Mundo " 

“Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim”, frase de Clarice em “ Esboço para um futuro retrato ”, de Olga Borelli 

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“Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão” - " Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres "
“E ‘eu te amo’ era uma farpa, que não se podia tirar com uma pinça” – " A Paixão segundo G.H ".
“O maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma” - " Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres "

    Só os Deuses são perfeitos!
    "Acredito sinceramente que somos o que pensamos, o que estudamos e o que nos propusemos a ser."