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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

NOSCE TE IPSUM : CONHECE-TE A TI MESMO

publicado em artes e ideias por Edivan Santtos // 02 set 2013

Quem algum dia não se perguntou o motivo que o levou a uma ação da qual achou que não deveria ter feito? Letargia? Não. Nesse caso, é algo que cotidianamente é visto. Esquecemos de nós mesmo para lembrarmos de outrem. Isso pode ser explicado começando pelo Templo de Apolo, ou "O umbigo do mundo". Que tal uma dose diária de filosofia?
Na Grécia Antiga, era comum a existência de vários templos, como o de Afaia, Afrodisias, Ártemis, entre outros. Mas o que ficou mais conhecido, foi o de Delfos. Histórias sobre o templo são muitas. O templo foi dedicado a Apolo, e tinha uma sacerdotisa pra traduzir as palavras aos homens, visto que os humanos não entendiam diretamente a linguagem dos Deuses.
O templo era considerado o "umbigo do mundo" porque conta-se uma história que Júpiter libertou duas águias e as ordenou que se encontrassem no centro do mundo, e foi em frente ao templo de Delfos que que as duas se encontraram.
As sacerdotisas proferiam as respostas em transe e tais respostas eram tidas como verdades absolutas. Mas, o que levou o templo a ser um dos maiores centros religiosos, além disso, foi uma inscrição em sua fachada.
"Conhece-te a ti mesmo"(γνῶθι σεαυτόν), ou de forma mais completa; "Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo." Mas essa citação é tida em muitos textos , falada por Platão que teria sido dita por Sócrates da seguinte forma: "conhece-te a ti mesmo e nada em excesso.(" “γνῶθι σαυτόν” καὶ “μηδὲν ἄγαν”.) Protágoras 343b. Tal inscrição foi atribuída aos Sete Sábios(οἱ ἑπτὰ σοφοί): Tales de Mileto, Periandro de Corinto, Pítaco de Mitilene, Bias de Priene, Cleóbulo de Lindos, Sólon de Atenas e Quílon de Esparta.
Quem já leu A República, de Platão pode lembrar da citação: "Os sete homens a quem os gregos chamaram de sábios foram todos versados na administração pública; e, realmente, em nada se aproxima tanto a virtude humana da divina como a fundação de novas nações ou a conservação daquelas já fundadas"
A citação conhece-te a ti mesmo, ficou muito conhecida através de Sócrates, mas como dito acima, é uma inscrição no templo atribuída aos Sete Sábios. Quando Sócrates foi ao templo consultar a Sacerdotisa, seu amigo Querofonte fez a tradução.
Foi nessa visita que a vida de Sócrates mudou, foi quando a sacerdotisa disse que não havia homem mais sábio que Sócrates em toda a Grécia. Então Sócrates duvidoso de sua sabedoria começou a questionar os cidadãos da Grécia, na maioria aqueles que se diziam sábios sobre um assunto.
Muitos acreditam que o processo de conhecer a si mesmo é algo árduo e cansativo, ou para uns tantos outros, algo inatingível. Escritores e filósofos foram contra esse processo de encontro consigo mesmo, mas o que muitas pessoas temem é o que podem encontra ao tentarem se conhecer por completo. O que é normal. O medo sempre fez parte da vida dos homens.O escritor alemão Goethe, deixou claro sua desconfiança sobre a citação:
"Conhece-te a ti mesmo!-Que significa?/Significa: Seja!/e ao mesmo tempo não seja! / É um lema dos sábios antigos/ que na sua brevidade se contradiz. / Conhece a ti mesmo! E o que ganho com isso?/ Se me conheço, devo desaparecer logo. / É como se viesse a um baile mascarado / para tirar-me logo a máscara do rosto" ( Goethe, Sprüch )
Mesmo que muitos escritores tenham desconfiado da citação como forma de conhecimento, e alguns tendo até citado que quando o homem tem pleno conhecimento de si mesmo, acaba como Narciso, devemos lembrar que não há nada mais proveitoso que o conhecimento das coisas, do mundo e de si mesmo.
Talvez por isso no Templo de Delfos, existia uma indicação que lá haviam tesouros (θεσαυρυς), mas não os já conhecidos e mencionados donativos que o templo recebia, mas talvez um pequeno trocadilho com o tesouro que é o conhecimento.
Vamos lembrar que antes de tentar entender e julgar alguém, devemos nos empenhar em conhecer nossas atitudes e se auto julgar.
E apesar de tantas teorias, o melhor é a ação, não só um estado estático. Esse pode ser o melhor exercício para boa convivência. Como disse Sêneca; "Longo é o caminho ensinado pela teoria; curto e eficaz o do exemplo."

Fonte:http://lounge.obviousmag.org/abismo/2013/09/nosce-te-ipsum-conhece-te-a-ti-mesmo.html?utm_source=obvious&utm_medium=web&utm_campaign=OB7_artigos_relacionados_sidebar

Assistam tem haver com Politica- Filme italiano sobre Socrates do cineasta Roberto Rosseline


Texto sobre filosofia politica - para todas as turmas 8 serie,1 ano e 2 ano -

Filosofia politica
Entre as diversas questões que a filosofia visa investigar, pode-se perguntar sobre como é e como deveria ser o convívio em sociedade. Se for investigada a palavra política, que vem do grego, será compreendido que politika refere-se aos assuntos da cidade (pólis). É neste sentido que, em filosofia política, pergunta-se sobre a natureza das leis, a natureza do governo, a origem da organização social e sobre qual seria a melhor forma de convívio entre os indivíduos. Todos estes temas nos levam a pensar sobre o espaço público, que é o espaço da política.
O primeiro filósofo a sistematizar uma ideia política foi Platão (428-7 – 348-7 a.C.). Ele escreveu sobre o assunto principalmente em dois livros, A república e As leis. Nestes livros, apresenta a ideia de que uma sociedade bem ordenada é aquela onde cada indivíduo desempenha a função na qual é mais habilidoso. Os hábeis com as mãos deveriam ser artesãos, os fortes devem proteger a cidade e os sábios devem governá-la. Platão pensa também sobre como deve ser a educação nesta cidade ideal, para conseguir desenvolver em cada criança o seu potencial a fim de que possa executar melhor a sua função. Cada indivíduo, para ele, será livre enquanto estiver cumprindo as leis, criadas com o intuito de melhor conduzir a cidade.
Ainda no mundo grego, Aristóteles (384 – 322 a.C.) vai discordar de Platão. Em Política, Aristóteles pensa que a cidade ideal de Platão, onde há prioridade daquilo que é público sobre aquilo que é privado, não funcionaria muito bem. Para ele, as pessoas dão mais valor ao que pertence a si mesmo, do que ao que pertence a todos. Aristóteles se preocupou menos com hipóteses de uma sociedade perfeita e mais em compreender a realidade política de seu tempo, estudando as leis de diferentes cidades e as formas de governo existentes. A melhor forma de organização política, defendida por ele, é um sistema misto de democracia e aristocracia, chamado politia, para evitar os conflitos de interesses entre os ricos e pobres. É dele também a ideia de que o homem é um animal político, isto é, que faz parte da natureza humana se organizar politicamente.
A ideia de que é natural se organizar politicamente perdurou até o séc. XVII. Thomas Hobbes (1588 – 1679), conhecido por ter escrito Leviatã, propôs a ideia de que a sociedade se organiza a partir de um contrato social. Pensou assim, pois é possível imaginar uma hipótese sobre o convívio humano antes da formação das sociedades. Hobbes via esse momento como uma guerra de todos contra todos, onde, em liberdade, cada indivíduo iria apenas pensar em sua conservação. Deste momento, no qual o homem é o lobo do homem, a racionalidade faz o homem perceber que a melhor forma de conservar a sua vida é perdendo um pouco de liberdade. É neste instante que os homens assinam um contrato fictício de convívio social. A partir desta origem da sociedade, Hobbes pensa no melhor governo para evitar o retorno para um estado de natureza caótico. Com isto, vê a garantia da vida como função vital do Estado, que deve defendê-la mesmo que use de seu poder para coagir a liberdade dos cidadãos.
Pensando na ideia de um contrato social, John Locke (1632 – 1704), em seus dois tratados políticos, escreveu que antes da formação das sociedades os indivíduos não viviam em guerra, pois estavam debaixo de leis naturais. Para ele, é natural a garantia da vida e os homens racionais respeitariam esta lei. A formação das sociedades ocorre pela necessidade da garantia da propriedade. O melhor governo, para Locke, é aquele que garanta os direitos à vida, liberdade, propriedade e de se revoltar contra governos injustos e leis injustas.
Ainda pensando sobre a noção de contrato, Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778) via o homem vivendo antes da formação das sociedades de forma bem otimista. Para Rousseau, havia terra e alimento para todos e não haveria motivos para que guerreassem entre si. Via no surgimento da propriedade o surgimento da desigualdade, de onde resultam diversos males sociais, como os roubos e os assassinatos. Neste sentido, sendo impossível retornar a um estado de natureza, o melhor governo é aquele que esteja de acordo com a vontade da maioria.
A forma de pensar dos contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau) foi retomada no século XX por John Rawls (1921 – 2002). Para ele, a sociedade deve basear-se em princípios de justiça escolhidos na fundação da sociedade. Em igualdade, ele pensa, os indivíduos escolheriam dois princípios de justiça, o de liberdades iguais para todos e o de que as desigualdades devem trazer maior benefício para os menos favorecidos e serem acessíveis a todos por igualdade de oportunidade.
Filipe Rangel Celeti 
Colaborador Mundo Educação 
Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP 
Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP
Fonte:http://www.mundoeducacao.com/filosofia/filosofia-politica.htm

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

E o MEC desde 2010 resolveu fazer o correto...Mas somente agora as pessoas resolveram acordar...Onde já se viu um povo ser educado sem reflexão?Conhecimentos filosóficos e sociológicos hoje são necessários para aprovação no ENEM!Oportunizar ao povo brasileiro a mesma educação de paises do Primeiro Mundo.Viva a Filosofia que finalmente é resgatada e valorizada!!

A FILOSOFIA PODE SER PERIGOSA?

Por Danielle Oliveira dos Santos


Se considerarmos que a Filosofia estimula a reflexão,e que para refletir é preciso ser autêntico(pensar por si mesmo) e isso às vezes aborrece algumas pessoas,então a Filosofia é perigosa porque ela nos torna seres reflexivos,questionadores.
O saber ou a busca pelo saber não são apreciados com "bons olhos"por alguns.
A reflexão é uma investigação, uma busca de certezas,de provas e justificativas racionais para as ações dos homens e para o desvendamento da natureza e dos seus fenômenos.
Os indivíduos reflexivos desprezam opiniões (os achismos),buscam a verdade, superam os pré-conceitos e pré-julgamentos tendo como objetivo o conhecimento, a crítica.
Felizmente a Filosofia desenvolve nossa capacidade de questionar.E os questionamentos sempre incomodam.Os políticos não querem ter eleitores críticos.
Os médicos já não têm tanta disposição para ouvir os questionamentos de seus pacientes.
Alguns professores também se incomodam quando têm em classe "alunos perguntadores".
Os individuos passivos nunca incomodam. Nunca vão incomodar, porque é fácil manipulá-los.Normalmente essas pessoas aceitam como verdade tudo que lhes é dito, sem levantar dificuldades,problemas.
Enfim,a Filosofia tira a venda que cobre nossos olhos,e ao tirar a venda,ela nos faz enxergar o que os outros estavam escondendo e o que nós próprios não queríamos ver.
A Filosofia pode ser perigosa?
Pode. Porque ela nos ensina a duvidar.Ela nos ajuda a não tomar algo como verdadeiro sem que antes se faça um exame rigoso.E isso é um perigo,um risco, para aqueles indivíduos que estão querendo mentir para nós.
Acredito que a Filosofia é perigosa para alguns( os mentirosos,os corruptos,etc...) que tem medo da transparência, da verdade.
A verdade sempre incomoda.A sociedade está perdendo alguns valores.Hoje o que há?Um cultivo escancarado de mentiras,intrigas,baixarias(de toda espécie) e fofocas.
E isso me deixa profundamente triste.
Numa sociedade que cultiva tudo, menos a reflexão e a verdade,fica difícil ver com "bons olhos" a Filosofia.
Sendo assim, os ignorantes afirmam: -"A Filosofia não tem importância porque não dá lucro".
Os amantes e simpatizades da Filosofia defendem:-" Realmente a Filosofia pode não dá lucro, mas exercita nossa razão.
Não existe coisa mais nobre,mais significativa do que o ato de cultivar a própria razão.
É com esse exercício,que conseguimos identificar,por exemplo,os "prisioneiros" (principalmente os afirmam que a Filosofia não tem importância nenhuma) que normalmente são fantoches, pois não fazem o uso da própria razão e se deixam guiar pelos raciocinios de outros individuos.
Uma curiosidade:A Filosofia foi considerada"perigosa" e por isso foi retirada dos currículos escolares e universitários durante o regime militar.

Sejam bem vindos queridos alunos!Um excelente ano para todos nós!

Jamais considere seus estudos como uma obrigação,
mas como uma oportunidade invejável
para aprender a conhecer a influência libertadora da beleza do reino do espírito,
para seu próprio prazer pessoal e
para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho irá pertencer.
Albert Einstein

Alunos do 1º ano.....Para vcs...Afirmem a vida!

De como filosofar é aprender a morrer
FilosofoMichel de Montaigne
Diz Cícero que filosofar não é outra coisa senão preparar-se para a morte. Isso, talvez, porque o estudo e a contemplação tiram a alma para fora de nós, separam-na do corpo, o que, em suma, se assemelha à morte e constitui como que um aprendizado em vista dela. Ou então é porque, de toda sabedoria e inteligência, resulta finalmente que aprendemos a não ter receio de morrer. Em verdade, ou nossa razão falha ou seu objetivo único deve ser a nossa própria satisfação, e seu trabalho tender para que vivamos bem, e com alegria, como recomenda a Sagrada Escritura [Eclesiastes 3,12: “Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida”]. Todas as opiniões propõem que o prazer é a meta da vida, mas diferem no que concerne aos meios de atingir o alvo. E, se assim não fosse, as repeliríamos de imediato, pois quem daria ouvido a alguém que apontasse a pena e o sofrimento como os objetivos da existência? A esse respeito, as dissensões entre seitas filosóficas são puro palavrório: “deixemos de lado essas sutilezas” (Sêneca); em tais discussões entra mais obstinação e picuinha do que convém à ciência tão respeitável. Mas em qualquer papel que se proponha desempenhar põe o homem um pouco de si mesmo.
(...)
A meta de nossa existência é a morte; é este o nosso objetivo fatal. Se nos apavora, como poderemos dar um passo à frente sem tremer? O remédio do homem vulgar consiste em não pensar na morte. Mas quanta estupidez será precisa para uma tal cegueira? “Por que não coloca o freio no rabo do asno, já que meteu na cabeça andar de costas?” (Lucrécio). Não há como estranhar que caia tantas vezes na armadilha. As pessoas se apavoram simplesmente com lhe ouvir o nome: a morte! E persignam-se como se ouvissem falar no diabo. E, como ela é mencionada nos testamentos, só resolvem fazer o seu quando o médico os condenou. E Deus sabe em que estado de espírito se encontram então, sob o impacto da dor e do pavor.
(...)
Se a morte fosse um inimigo suscetível de se evitar, aconselharia agir diante dela como um covarde diante do perigo; mas, em não sendo isso verdade, e atingindo ela infalivelmente os fugitivos, covardes ou valentes, “persegue o homem em sua fuga e não poupa nem mesmo a tímida juventude que tenta escapar-lhe” (Horácio); como nenhuma couraça nos protege contra ela, “cobri-vos de ferro e bronze, a morte vos atingirá sob a armadura” (idem), aprendamos a esperá-la de pé firme e a lutar. Para começar a despojá-la da vantagem maior de que dispõe contra nós, tomemos o caminho inverso ao habitual. Tiremos dela o que tem de estranho; habituemo-nos a ela, não pensemos em outra coisa; tenhamo-la a todo instante presente em nosso pensamento e sob todas as formas. Ao tropeço de um cavalo, à queda de uma telha, à menor picada de alfinete, digamos: “se fosse a morte!”, e esforcemo-nos em reagir contra a apreensão que uma tal reflexão pode provocar. Em meio às festas e aos divertimentos, lembremo-nos sem cessar de que somos mortais, e não nos entreguemos tão inteiramente ao prazer que não nos sobre tempo para recordar que de mil maneiras nossa alegria pode acabar na morte, nem em quantas circunstâncias ela sobrevém inopinadamente. É o que faziam os egípcios quando, em seus festivais e voltados aos prazeres da mesa, mandavam trazer um esqueleto humano para rememorar aos convivas a fragilidade de sua vida: “Pensa que cada dia é teu último dia, e aceitarás com gratidão aquele que não mais esperavas” (idem).
Não sabemos onde a morte nos aguarda, esperemo-la em toda parte. Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade; quem aprendeu a morrer desaprendeu a servir; nenhum mal atingirá quem na existência compreendeu que a privação da vida não é um mal; saber morrer nos exime de toda sujeição e constrangimento. 
Se quiserem ler na integra>http://ateus.net/artigos/filosofia/de-como-filosofar-e-aprender-a-morrer/
Só os Deuses são perfeitos!
"Acredito sinceramente que somos o que pensamos, o que estudamos e o que nos propusemos a ser."